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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SAÚDE. Psicólogo traz método considerado inovador para Maceió
Palestra aborda equilíbrio humano
Evilázio Lima
Por: VÍTOR MENEZES * - ESTAGIÁRIO
A vida moderna pode trazer diversas complicações para o ser humano, que podem se manifestar de diversas formas, como ansiedade, depressão, insônia, estresse e hiperatividade. Uma palestra ministrada hoje, pelo psicólogo Evilázio Lima, promete contribuir para amenizar esses problemas. A solução vem por meio de um método inovador chamado biossíntese morfo-analítica, desenvolvido por ele próprio.

Segundo Evilázio, seu método consiste em reencontrar o equilíbrio da vida do ser humano. “Nosso trabalho é conseguir equilibrar os campos de energia, os campos mórficos do indivíduo, para que ele apresente uma melhora”, conta ele.

Para isso, Evilázio vê o quadro clínico de uma maneira diferente. “Não trabalhamos com diagnóstico, porque o diagnóstico é um rótulo. Para nós, não importa exatamente qual patologia o indivíduos traz. Se ele traz uma dor ou um quadro de estresse, vamos entender que esse indivíduo está com o comportamento desajustado, que em algum momento da sua vida algo aconteceu que desestabilizou o campo de energia e o ponto de equilíbrio desse indivíduo”, explica o psicólogo.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

Esse método, apesar de novo, tem se mostrado bastante eficaz. “Esse é um novo ramo da psicologia, que não é baseado no que colegas desenvolveram há 100 ou 200 anos. Mas já vem mostrando resultados positivos em países como a França e a Alemanha”, relata Evilázio.

A palestra é voltada para pessoas que queiram vivenciar ou sentir como o campo de energia funciona dentro do ser humano. “Mostraremos como os campos energéticos funcionam e como eles vão ecoar dentro de cada indivíduo participante. Eles vão vivenciar danças, movimentos e técnicas de relaxamento tibetanas. Para isso, vamos utilizar gongos tibetanos e sons específicos que funcionarão na água do corpo, com esse estímulo emocional. Com isso, visamos corrigir o que foi lesionado no equilíbrio daquela pessoa”, diz Evilázio.

A palestra acontece na Clínica Lumen, localizada na Rua Sandoval Roxelas, 357, no bairro da Ponta Verde.

Mais informações podem ser obtidas no blog pessoal de Evilázio 


Link
http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/acervo.php?c=256499


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

14th International Congress of Body Psychotherapy

14th International Congress of Body Psychotherapy.
The Body in Relation Self-Other-Society.
September 2014, Lisbon / PT.
https://www.facebook.com/events/550639874948391/

Fotos do evento: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10203726862709900&type=1&l=82ef4c55aa

BIOSSÍNTESE MORFO-ANALÍTICA
Gestalt Biológica Existencial
Ressonância, Interferência e Coerência
Evilázio Lima
Me. Clinical Psychology. Grade: Educ physical. and Psychology. Postgrad: Human Nutrition and Physiology of physical activity. Acupuncturist, therapistLaser Tchr University, facilitates's workshop in BMA Body Therapies, Eastern practices, Psychodrama.

Princípio – Ressonância

A existência produz formas por necessidades polarizadas em campos de energia a partir dos elementos mais primordiais como o Hidrogénio (H) e suas variações, o Hélio (He), Carbono (C), Oxigênio (O), Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Enxofre (S).
Todos os elementos químicos existentes no Universo, no nosso Planeta, na matéria inorgânica e orgânica, foram configurados através de reações nucleares, no protoplasma cósmico, de natureza pulsátil, composto por gases, íons e prótons livres que são responsáveis pelas diferentes manifestações da matéria conhecida.
“…a Luz é aquela substância única, mediadora do movimento imperecível, eterna, que engendrou todas as coisas e à qual, a seu tempo, tudo retorna: recetáculo comum da vida e da morte fluídica onde, entre os destroços de ontem, germina o embrião de amanhã.” Guaïta (1861-1897)
Nós como seres humanos desenvolvemos a nossa forma na contiguidade de reações químicas, aglutinando os elementos primordiais em moléculas, tecidos e órgãos que dão o acabamento final da nossa gestalt biológica existencial.
Para qualquer manifestação da matéria em sua forma específica, verifica-se a presença de campos de energia capazes de ligar átomos próprios para a composição de moléculas formadoras de um indivíduo como um todo.

Forma

Estes campos de energia manifestam-se em várias frequências que são capazes de se interconectar à toda existência e guarda toda a experiência evolutiva do ser. Esta bioressonância no sentido do estabelecimento da matéria que nos corporifica, sofre interferência a todo momento modificando de forma contínua a coerência funcional dos ciclos de regulação organísmica, de modo que as alterações compensatórias para manter-se vivo e ativo, torna-se uma resposta que também pode interferir no meio.
O processo evolutivo entendido por biologistas como o mais rápido do que a mutagénese é a relação simbiótica que constitui a herança cósmica em nossa corporificação no sentido de construir a melhor forma aglutinando milhares de células distintas com objetivo definido, a vida humana, o ser humano.
Toda a nossa forma de ser e estar no mundo, guarda uma relação direta entre a funcionalidade do nosso organismo como um todo em estabelecer ligações simbióticas com os nossos semelhantes, como também se faz necessário estabelecer uma diferença nas relações interpessoais entre a qualidade da forma simbiótica e confluente.
A matéria formada a partir do protoplasma tem a natureza pulsante oriunda dos arranjos atômicos e moleculares específicos (campos de energia) que buscam uma complementaridade simbiótica às necessidades. Nós como forma e existência e forma pensamento, nos configuramos em ações próprias num continuum pulsatório de ir e vir constantemente na busca e no retraimento para mantermos e criarmos a vida. Tanto no individual ou coletivo nossa existência se faz através de encontros, apegos, desapegos, medos, e inúmeros sentimentos, sensações e emoções confluentes às nossas necessidades criando ressonância em nossas expressões corporais coerentes com a forma pensamento impregnada por experiências vividas em cada molécula do nosso organismo.

Função - Interferência

Nós somos como a água que toma a forma e se adapta constantemente enquanto fluxo nos leitos por onde passa, mas não deve ser estagnada, bloqueada ou represada, pois em algum momento se não houver vasão, apodrece, evapora-se ou pelo acumulo de pressão, pode romper a estrutura que a retém além das condições adequadas, destruindo o que está em seu caminho.
Buscamos de todas as formas um meio para evidenciar o nosso potencial, mas nem sempre isso é possível, quando nossa força interior, nossa vontade é suprimida por interferências negativas que evocam ideias de frustrações, angústias, raiva, dor e vazio, estes sentimentos interferem no fluxo vital, direcionando o nosso centro, o Eu, a tomar caminhos compensatórios que em sua maioria são nocivos a si e aos outros alterando as bases bioplasmáticas de nossa morfologia.

Comportamento – Coerência

Quando essas experiências não são elaboradas adequadamente, a nossa essência, nossa alma ou nosso Eu, torna-se envenenado e muitas disfunções tanto ao nível da expressão comportamental quanto ao nível fisiológico são afetados de forma simultânea evocando e expressando patologias que em sua maioria são tratadas sintomatologicamente.
As sintomatologias similares ou não, manifestas em diferentes pessoas, demonstra que o modo de expressar a patologia é inerente à unidade humana em sua totalidade. Ao respeitar incondicionalmente a individualidade entendemos que há possibilidade de determinados aspectos caracterológicos tenderem a desenvolver algumas patologias específicas como afirmaram: Kretschmer (1925) com a classificação constitucional sobre o caráter; Reich (1998) em sua publicação sobre a “Análise do caráter”; e Sheldon, Dupertuis, & McDermott (1954), em sua teoria de somatótipos, portanto, quando nos colocamos na condição de observador em um processo individual ou de grupo, é importante, que o acompanhamento seja empático, congruente e em ressonância às várias manifestações que ocorrerem.
Esta ação possibilita o surgimento de interferências coerentes aos campos expressivos pois trata-se de um ingrediente ativo no processo de mudança que facilita a compreensão do significado expresso e a reorganização de conceitos, que irão favorecer a visão de si próprio, das pessoas e do mundo, promovendo um sentido maior da unidade humana na construção do indivíduo como um todo o que chamamos de Biossíntese Morfo - Analítica: Gestalten Biológicas Existenciais.
Essa composição teórica objetiva uma prática que não se baseia unicamente nas tendências inscritas no organismo (os fatores genéticos), mas também, na intermediação dos fatores ambientais (os fatores epigenéticos), os quais são moldados pelas sensações e sentimentos que garantem o modo expressivo do Ser. A existência é o campo fenomenológico onde a existência se faz. Para Heidegger a experiência humana é um processo ontológico o qual, busca compreender as ações essenciais do Ser em sua forma estrutural (pensamento, afeto, desejo, vontade, conhecimento e ações expressivas). Estas estruturas são as bases existenciais dos mesmos, e “está antes de toda psicologia, antropologia e, sobretudo, biologia.” (Heidegger, 1995, p. 81)

Referencial
Dumas, F. R. (1979). O ovo cósmico. O simbolismo da gênese universal. São Paulo, Brasil: Pensamento.
Heidegger, M. (1995). Ser e Tempo (parte I). Petrópolis, Brasil: Vozes.
Kretschmer, E. (1925). Physique and character: An investigation of the nature of constitution and of the theory of temperament. New York: Harcourt-Brace.
Lima, J. E. (2013). Biossíntese Morfo-Analítica: avaliação de uma breve intervenção. Dissertação (Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde). Universidade de Aveiro, PT.
Margulis, L. & Sagan. (2004). Micro-cosmos. Quatro Bilhões de Anos de Evolução Microbiana (1° ed.). São Paulo, Brasil: Pensamento Cultrix.
Reich, W. (1998). Análise do Caráter (3ª ed.). São Paulo, Brasil: Martins Fontes.
Sheldon, W. H., Dupertuis, C. W., & McDermott, E. (1954). Atlas of Men: A Guide for Somatotyping the Adult Male at All Ages. New York, E.U.A.: Harper.
Weinberg, S. (1977). Os três primeiros minutos do universo. Lisboa, Portugal: Gadiva Publicações


MORPHO-ANALYTIC BIOSYNTHESIS
Biological Existential Gestalt
Resonance, interference and Coherence

Evilázio Lima
Me. Clinical Psychology. Grid: Educ physical. and Psychology. Post Grad: Human Nutrition and Physiology of physical activity. Acupuncturist, therapistLaser, Tchr University, facilitates's workshop in BMA Body Therapies, Eastern practices, Psychodrama.

Principle – Resonance

The existence produces forms for polarized needs in energy fields from the primordial elements such as hydrogen (H) and their variations, helium (He), carbon (C), oxygen (O), nitrogen (N), phosphorus (P) and sulphur (S).
All existing chemical elements in the universe, our Planet, in inorganic matter and organic, were configured through nuclear reactions in the pulsatile nature of cosmic protoplasm, composed of gases, ions and free protons that are responsible for different manifestations of matter known.
“... Light is the only substance that mediates the imperishable movement, eternal, which produced all things and which, in time, everything returns motion: common output hopper of life and death fluidic where among the wreckage of yesterday, the embryo germinates tomorrow.” Guaita (1861-1897)
We as humans developed our shape in contiguity process of chemical reactions, bringing together the key elements in molecules, tissues and organs that give the finishing of our existential biological gestalt.
For any manifestation of matter in its specific form, there is the presence of energy fields able to connect themselves to the composition of atoms forming molecules of an individual as a whole.

Form

These energy fields are demonstrating in various frequencies that are able to interconnect the whole existence and guard the whole evolutionary experience of being this towards the establishment of bioresonance matter that embodies us, suffers interference at any time by modifying a continuous functional coherence of the organismic adjustment cycles, so that compensatory changes to stay alive and active, becomes an answer which can also interfere in the middle.
The evolutionary process understood by biologists as the faster than mutagenesis is the symbiotic relationship that makes up the cosmic heritage in our embodiment in order to build the best clumping form thousands of distinct cells with defined goal, human life, the human being.
Our entire way of being in the world, holds a direct relationship between the functionality of our body as a whole to establish symbiotic links with our fellow human beings, but also it is necessary to establish a difference in interpersonal relationships between quality of symbiotic way and confluent.
Matter formed from the protoplasm has a pulsating nature arising from specific atomic and molecular arrangements (energy fields) seeking a symbiotic complementarity needs. We as form and existence and thought form, we set ourselves in own shares in a pulsating continuum of coming and going constantly in search and withdrawal to maintain and create life. Both in our individual and collective existence is through meetings, attachments, detachments, fears, and countless feelings, sensations and emotions confluent our needs by creating resonance in our body language consistent with the thought form impregnated by experiences in each molecule in our organism.

Function-Interference

We are like water that takes the form and adapts constantly while in stream beds wherever he goes, but should not be stagnant, blocked or dammed, because at some point if there is no rise, rots, it evaporates or by the accumulation of pressure, can disrupt the structure that retains the right conditions, destroying what stands in your way.
We seek all ways a way to show our potential, but this is not always possible when our inner strength, our will is suppressed by negative interference that evoke ideas of frustrations, anxieties, anger, pain and emptiness, these feelings interfere with vital flow, directing our center, I take compensatory pathways that are mostly harmful to themselves and others by changing the bases of our bioplasma morphology.

Behavior-Coherence

When these experiences are not adequately prepared, our essence, our soul or Self, becomes poisoned and many dysfunctions both in the behavioral expression and physiological level are affected simultaneously evoking and expressing conditions that are mostly treated symptomatologically.
The similar clinical symptoms or not, manifest in different people, demonstrates that the way to express the pathology is inherent in human unit in its entirety. To respect unconditionally the individuality we understand that there is possibility of certain aspects characterologic tend to develop some specific pathologies as affirmed: Kretschmer (1925) with constitutional rank on the character; Reich (1998) in his publication on the “Character Analysis”; and Sheldon, Dupertuis, & McDermott (1954), in his theory of somatótipos, therefore, when we put ourselves in the observer in an individual or group process, it is important that the monitoring be empathic, congruent and in resonance to the various events that occur.
This action enables the emergence of coherent interference to expressive fields because it is an active ingredient in the change process which facilitates the understanding of meaning expressed and the reorganization of concepts, which will promote the vision of himself, of the people and the world, promoting a greater sense of unity in the construction of the individual as a whole what we call Biosynthesis Morpho-Analytic: Biological Existential Gestalten.
This theoretical composition aims to a practice that is not based solely on the trends registered in the body (genetic factors), but also, in financial intermediation of environmental factors (the epigenetic factors), which are molded by the sensations and feelings that guarantee the expressive mode Be. Existence is the phenomenological field where the existence if it does. For Heidegger the human experience is an ontological process which tries to understand the essential actions Be in their structural form (thinking, affection, desire, desire, knowledge and expressive actions). These structures are the existential basis of same, and "is before all psychology, anthropology and biology in particular." (Heidegger, 1995, p. 81)



Benchmark

Dumas, f. r. (1979). The cosmic egg. The symbolism of Genesis universal. Sao Paulo, Brazil: Thought.
Heidegger, m. (1995). Being and time (part I). Petrópolis, Brazil: Voices.
Kretschmer, e. (1925).  Physique and character: An investigation of the nature of constitution and of the theory of temperament.   New York: Harcourt-Brace.
Lima, j. e. (2013). Morpho-Analytic biosynthesis: evaluation of a brief intervention. Dissertation (master's degree in clinical psychology and health). University of Aveiro, PT.
Margulis, L. & Sagan. (2004). Micro-cosmos. Four billion years of Microbial Evolution (1° ed.). Sao Paulo, Brazil: Cultrix Thought.
Reich, w. (1998). Character Analysis (3rd ed.). São Paulo, Brazil: Martins Fontes.
Sheldon, w. h., Dupertuis, c. w., & McDermott, e. (1954). Atlas of Men: A Guide for Somatotyping the Adult Male at All Ages. New York, E.U.A.: Harper.
Weinberg, s. (1977). The first three minutes of the universe. Lisbon, Portugal: Gadiva Publications.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

QUEM SOU EU? E QUEM ÉS TU?


QUEM SOU EU? E QUEM ÉS TU?

Enquanto síntese biológica existencial nós somos uma estrutura corporificada que toma várias formas no continuum da vida. Criamos uma identidade que não é necessariamente o nosso nome ou um número, vestimo-nos de uma roupagem para nos apresentarmos como uma imagem do Eu que acreditamos Ser. Isto é importante para o reconhecimento do mundo, mas este Eu não é fixo, pois a depender do momento e necessidade podemos trocar de hábito.

Para se fazer uma roupa, um fato, precisamos de várias partes para compô-la, que podem ser todas da mesma cor, tamanhos diferentes, e composições das mais variadas, mas em essência continuamos por traz do hábito que vestimos ou investimos, algumas vezes nos habituamos a vestir sempre o mesmo ou trocamos de hábito a todo momento. A questão primordial é a identificação com um hábito em detrimento de muitos outros pois acreditamos que esta é a melhor forma para o outro nos ver, o que nada mais é de uma questão egoíca diferenciada da essência do Eu que é a nossa natureza em si, desprovida de qualquer julgamento e simplesmente motivada para a vida.

Quando compreendemos que somos os agentes das trocas de hábitos, podemos ter a capacidade de decisão e termos escolhas mais conscientes e adequadas às contextualizações para um melhor relacionamento Eu – Tu com uma mente flexível sem a necessidade de julgamento de quem és Tu.

Evilázio Lima

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

DORES DE UM SENTIMENTO NÃO MANIFESTO.


Biossíntese Morfo-Analítica
DORES DE UM SENTIMENTO NÃO MANIFESTO.
Evilázio Lima

Ao publicar um artigo, sobre os “Aspectos Psicossomáticos da Dor” uma pessoa levantou a seguinte questão:
Dr Evilázio! Acho que a dor diretamente não leva a morte, mas pode levar. Alguns cientistas afirmam que a dor crônica debilita o sistema imunológico, facilitando o surgimento e desenvolvimento de doenças fatais, como o câncer, mas psicologicamente a pessoa que passa por um trauma (dor) pode morrer com essa experiência emocional?
E minha resposta:
Na realidade qualquer tipo de dor é um alerta que nos diz que existe algo errado conosco ou em nós. As dores por injúrias mecânicas podem ter uma grande interferência emocional. Principalmente quando estas lesões se tornam fatores limitantes do nosso organismo, enquanto outras de menor extensão podem passar sem maiores significados.
Em relação às dores emocionais: estas muitas vezes dão a sensação de “cortar ou rasgar nossa alma” e quando saímos da crise estaremos carregando cicatrizes profundas em nosso âmago. Geralmente estas dores estão associadas a perdas afetivas e efetivas, quero dizer morte de alguém ou o afastamento de uma pessoa querida com o rompimento de laços afetivos restando sentimentos de amargura ou ainda ropturas profissionais e crises económicas. Quando estas questões não são resolvidas podem ser desencadeados quadros depressivos, atitudes defensivas de raiva, angústia ou processos eufóricos como se tudo estivesse “sempre bem”, na tentativa do organismo como um todo de criar uma compensação em relação a estes sentimentos de perda.
Outra questão é quanto à temporalidade e a forma como o indivíduo nutre a permanência destes sentimentos e sensações. Como podemos observar, estes processos emocionais são campos de energias polarizadoras de alterações psicofisiológicas, que com o tempo vão drenar a capacidade do organismo de se reestruturar. Dependendo de cada pessoa uma sintomatologia tomará forma e terá que ser tratada, pois caso contrário, o organismo descompensado entrará em caquexia e muitas vezes à morte. Portanto, tratar uma dor não é apenas olhar os sintomas, mas sim, procurar entender e traduzir de forma contextualizada a linguagem simbólica desses sintomas.
Portanto, todas as manifestações humanas não podem ser caracterizadas no binómio da mente e do corpo, mas sim em uma relação intrínseca psicossomática, pois não há uma manifestação puramente psíquica ou corporal, mas sim uma síntese entre sentimentos, sensações e mobilizações histoquímicas para a manifestação global do comportamento. Todas as nossas ações têm por base uma linguagem simbólica sempre associada às experiências com grandes significados, podendo estes serem tanto positivos como negativos.
Quando estes significados são positivos, entendo-o como ressonante às necessidades organísmicas, promovendo uma sensação de bem-estar e uma maior disposição para a vida com crescimento e criatividade, quando ao contrário, o significado é de uma conotação negativa, este cria padrões dissonantes que interferem nos princípios de equilíbrio e de regulação do organismo ou o princípio homeostásico defendido por Canon (1963). Como podemos entender, o expressar de sintomas se configura segundo Groddeck (2012), pela simbolização ou uma linguagem implícita que está velada nos processos inconscientes de evitação das dores existenciais, pois para ele todo o sintoma tem um valor simbólico por considerar o ser humano inato para a simbolização.
Em Biossíntese Morfo-Analítica a forma/pensamento é uma síntese de um conglomerado de ideias sobre às múltiplas experiências do existir. Quando os processos ressonantes se desenvolvem, maior é a capacidade de flexibilização na busca de novos conceptos para enfrentar as adversidades, portanto, nossas crenças, ideias e valores culturais serão sempre uma síntese biológica e existencial adaptativa gerando uma forma de SER.
A nossa capacidade de perceber, sentir e elaborar sentimentos, expressa-se dentro de um padrão específico em um meio sócio-cultural. Também não se podem eliminar os potenciais genéticos que produzem padrões flexíveis sob influência de fatores externos, e a depender de como o indivíduo e seus potenciais interagem com o meio ambiente, dentro de uma área afetiva, cria-se uma simbologia própria de cada ser humano, em um comportamento idealizado para a coexistência.
A forma mais importante de contato que estabelecemos com nossos processos subjetivos é a emoção e as dores de um sentimento não manifesto, que podem ser percebidas a partir de estímulos, externos ou internos, e a depender de sua intensidade imediata e afetos individuais, poderá se desencadear uma situação conflitante e surgir uma sensação dolorosa que presentifica a ação do estresse, que em continuidade se cronificará em distresse com todas as manifestações possíveis sempre estruturadas na melhor forma encontrada pelo indivíduo. Esta melhor forma não necessariamente é a melhor, mas se apresenta como um reflexo adaptativo em um sintoma que contem em si a linguagem subjetiva do NÃO MANIFESTO.
Muitas vezes nossa aparência é alegre, triste, colérica, depressiva, saudável ou doentia, mas para um bom observador tudo isto são personas, personagens que tem um único objetivo de esconder a dor. Esta é a dor que o indivíduo não pode esconder de si mesmo, pois segundo Abraham Lincoln (1809) “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”, principalmente a si, pois o elemento biológico em sua corporificação reage em continuum, às agressões sentidas, percebidas e guardadas.
A depender dos sintomas evidenciados, de aparência mais orgânica ou psicológica, podem ser minimizados ou extintos pelos processos de decisão elaborados no sentido do entendimento da linguagem implícita do não manifesto. Isto consiste no desenvolvimento reflexivo de dobrar-se sobre si mesmo e a partir de então criar competências que lhe possibilitem o livre expressar de seus pensamentos, desejos, vontades e ações. No entanto, estes aspetos devem estar em um substrato ético em que nossas ações possam ser livres, mas não invadir os limites alheios.
Quando um relacionamento não faz mais sentido, o cotidiano é tedioso e não lhe traz prazer, o grupo social ao qual você convive não comungam com suas ideias, suas relações profissionais são desgastantes ou pessoas com as quais você convive só agem por interesse e demonstram falsidades, este tipo de convivência terá um efeito acumulativo que em algum momento abrirá as chaves de suas pré-disposições para expressar uma sintomatologia patológica.
Geralmente nosso desenvolvimento é marcado com sentimentos reprimidos baseados em valores cerceativos que nos impedem de chorar, experienciar e expressar nossa sexualidade, conceitos do “certo e errado” e assim, vamos cultivando uma gama de sentimentos reprimidos, que ficam a sombra da polaridade de sentimentos como a raiva para esconder, a tristeza, a tristeza para esconder a dor, o medo para esconder a raiva. Quanto mais nos seguramos, mais alimentamos o poder destruidor da estagnação de sentimentos. Esta forma de reação emocional é a alavanca que mobiliza reações fisiológicas que diminuem o potencial do nosso sistema imunológico, que quando fragilizado deixa de contenção às anomalias latentes, tanto ao nível genético e celular como na funcionalidade de determinados sistemas metabólicos orgânicos.
Nossas mente tem a capacidade de elaborar, quando bem instrumentalizada os sentimentos e emoções, com consequente auxílio na recuperação e cura de diversas patologias. E assim nossa sugestão é: PENSE, REFLITA, CRIE, E FAÇA DIFERENTE, POIS POR MAIS DIFICÍL QUE PAREÇA, EXISTE SEMPRE UM NOVO CAMINHO. UMA NOVA POSSIBILIDADE!

Bibliografia



Cannon, W. B. (1963). The wisdom of the body. New York: W.W. Norton.
Groddeck, G. (2012). O livro disso (4ª ed.). São Paulo, Brasil: Perspectiva.
Lima, J. E. (30 de outubro de 2011). Aspectos Psicossomáticos da dor. Fonte: ABMP Associação Brasileira de Medicina Psicossomática: http://www.psicossomatica.org.br/blog/ler.asp?cod=60
Lima, J. E. (2013). Currículo Lattes detalhado acessar o endereço: http://lattes.cnpq.br/1292454437564950.

 


segunda-feira, 23 de abril de 2012

ACUPUNTURA




Nota de esclarecimento do Conselho Federal de Psicologia e Sobrapa sobre exercício da acupuntura 09.04.2012


A decisão da Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que suspendeu a Resolução CFP 005/2002, que reconhece a acupuntura como prática complementar da atividade profissional do psicólogo foi publicada no dia 3 de abril de 2012.


Para o Conselho Federal de Psicologia e a Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura (Sobrapa) a decisão é equivocada, pois considera que a Lei nº 4.119/62, que regulamenta a profissão de psicólogo, não permite a prática da acupuntura, bem como pelo fato de que os psicólogos não estariam habilitados a efetuar diagnóstico clínico.


O acórdão proferido contraria o princípio do livre exercício profissional, estampado no art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal de 1988.


No entendimento do CFP e da Sobrapa, não há qualquer dispositivo legal que vede a atividade desenvolvida e, como visto na análise do dispositivo constitucional, a regra é a liberdade do exercício profissional dos psicólogos (como de qualquer profissional), assistindo-lhes o direito liquido e certo de não verem-se proibidos a desempenhar atividade sem que tal vedação provenha de lei específica.



Equivoca-se, também, a decisão judicial ao considerar que a prática da acupuntura pressupõe um diagnóstico clínico. Isso porque a acupuntura é um método terapêutico milenar, parte integrante da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). A MTC repousa em bases inteiramente diferentes das da medicina ocidental, fundamentando-se nas “antigas Tradições Orientais”, particularmente na Filosofia Taoísta, logo sua base é filosófica, estruturando-se em um conceito taoísta de integridade e unidade do todo, ou seja, a unidade do organismo humano em si e a unidade maior do ser humano com a natureza, que representa a condição vital para a nossa sobrevivência. (Van Nghi, 1981; Tymowski,1986). Para a Acupuntura o ser humano é único e indivisível na sua relação com a vida e com a saúde. Portanto, não é abordado exclusivamente sob o ponto de vista do diagnóstico nosológico, mas sim sob a ótica do equilíbrio essencial entre as energias Yin e Yang (diagnóstico energético e funcional). Tem-se, pois uma perspectiva energética cuja diagnose é tomada sob três diferentes aspectos: as causas internas (psiquismo – emoções e sentimentos); as causas externas (fatores climáticos) e as causas, nem internas, nem externas (acidentes, por exemplo).



O psicólogo certificado em acupuntura, de acordo com as leis regimentais de sua profissão adere, em sua maioria, ao Estilo de Pensamento tradicional. Esse Estilo de Pensamento visa abordar e avaliar a pessoa de maneira holística e individualizada, com foco na avaliação energética e psicológica (estudo das etiologias e das agressões internas – sentimentos e emoções).



Os estímulos nos pontos de comando pelo profissional psicólogo são realizados a partir de instrumentos como agulha de acupuntura (inseridas de 2 a 3 mm na pele), além de sementes, pressão, calor, laser, eletricidade, entre outros, conforme descrito na tabela de atividades do CBO 2002, do Ministério do Trabalho e Emprego (código2515-55 do psicólogo acupunturista).



Diferente, portanto, o enfoque da utilização da acupuntura pelos vários profissionais da saúde (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, entre outros). Cada um desses profissionais utiliza-se da acupuntura como recurso complementar, a partir de sua competência profissional prevista em cada Lei que regulamenta a profissão respectiva.



Assim, pode-se afirmar que a acupuntura, cuja base é filosófica e simbólica esta alicerçada em conhecimentos chamados Tradicionais e não nas ciências médicas, não é utilizada pelo psicólogo para tratamento médico - clínico, como pretende a decisão, mas sim a partir de uma avaliação psicológica - energética-funcional e voltada para o tratamento de sofrimento psíquico decorrente de um desequilíbrio energético-funcional.



Dessa forma, o Conselho Federal de Psicologia e a Sobrapa informam que recorrerão da decisão e envidarão todos os esforços para reverter, por intermédio dos recursos às instâncias superiores, a decisão proferida, mantendo assim os termos da Resolução CFP 05/2002. Assim, espera reestabelecer a segurança jurídica para que os psicólogos continuem a exercer a sua prática profissional com a utilização da acupuntura.


http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_120409_001.html

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CNS faz recomendação sobre exercício da acupuntura



Nesta semana, o Conselho Nacional de Saúde recomendou aos gestores e prestadores de serviços de saúde que observem o caráter multiprofissional em todos os níveis de assistência na implementação de políticas ou programas de saúde referentes às práticas integrativas e complementares, como a acupuntura. “Na prática, não apenas médicos podem exercer a acupuntura. A contratação de forma multiprofissional é preconizada pela Politica Nacional de Praticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde”, lembra o conselheiro nacional de saúde Wilen Heil e Silva, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).



Para zelar pelo direito do usuário da saúde de acesso aos serviços envolvendo práticas integrativas e complementares, o CNS também recomendou aos conselhos estaduais e municipais de saúde que tomem as providências cabíveis para fazer valer a politica nacional.



A utilização da acupuntura no Brasil, nos últimos 26 anos, enquanto recurso terapêutico, além de seguir a legislação sanitária, é regulamentada e fiscalizada pelos conselhos profissionais (autarquias federais). Esses conselhos reconhecem a prática e a respectiva especialização profissional, nas quais são estabelecidos, por meio de resoluções específicas, critérios para garantir à população um tratamento ético e responsável. Com isso, esta prática está respaldada com segurança e eficácia. Ao recomendar que essas informações sejam amplamente divulgadas, também com o apoio das secretarias de saúde estaduais e municipais, o CNS pretende informar corretamente a população sobre o caráter multiprofissional da acupuntura e assim ampliar o acesso da população a esta prática.



Sobre as práticas integrativas:



Decreto Presidencial n.o 5.753 de 12 de abril de 2006 que referenda a acupuntura como patrimonio cultural intangivel da humanidade pela UNESCO em 17 de outubro de 2003



Portaria MS nº 971 de 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de PráticasIntegrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde



Recomendação do CNS nº 027, de 15 de outubro de 2009



Recomendação do CNS n. o 010 de 11 de agosto de 2011



Recomendação do CNS n. o 012 de 11 de agosto de 2011



Equipe de Comunicação do CNS

Fone: (61) 3315-3576/3179

Fax: (61) 3315-2414/3927

e-mail: cns@saude.gov.br

Site: www.conselho.saude.gov.br

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Justiça Federal mantém resolução que reconhece o uso da acupuntura por psicólogos



O Conselho Federal de Psicologia obteve decisão favorável em processo que pedia a anulação da Resolução CFP nº 005/2002, referente a prática de acupuntura por psicólogos. A ação foi movida pelo Colégio Médico de Acupuntura sob o argumento de que apenas os conselhos de Medicina, Veterinária e Odontologia poderiam regulamentar a aplicação desta técnica. Entretanto, a 15ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal julgou o pedido improcedente uma vez que a acupuntura não é uma profissão regulamentada por lei, sendo sua prática aberta a todos os interessados mediante realização de cursos específicos.



Para o Colégio Médico de Acupuntura, o CFP teria extrapolado suas funções ao editar a resolução, autorizando a utilização da acupuntura para fins de tratamento psicológicos. No entanto, a Justiça Federal entendeu que a resolução não regulamenta a profissão do acupuntor, mas sim a do psicólogo, conforme lhe é atribuído por meio da Lei 5.766/71. A resolução apenas reconhece o uso da técnica chinesa como prática complementar por profissionais da área no sentido da intervenção e ajuda ao sofrimento psíquico ou distúrbios psicológicos propriamente ditos.



Segundo também consta na sentença, dada no último dia 26 de abril, a regulamentação da acupuntura não pode ser feita por nenhum conselho profissional específico, como alega o representante. Isto porque não existe lei formal que restrinja a prática da acupuntura a determinados profissionais. Portanto, nenhum conselho profissional pode estabelecer quais profissionais podem aplicá-la, mas sim reconhecer seu uso como recurso em seu trabalho.



http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_060522_555.html